sexta-feira, 29 de julho de 2011

O coração noturno amanhece na Estação Raul

Um Coração que é Noturno, tem sede da Luz, ama o sol, pois tem nele seu descanso. Mas o Sol é Luz, como Zaratustra, tem na noite seu descanso... Mas todos os corações, diurnos ou noturnos, encontram a perfeição na junção dos opostos, que no fundo, nunca se opuseram, mas compõe uma mesma coisa. É a dimensão do trágico, onde dia e noite se misturam em mágicos instantes que inspiram o amor a terra e a vida, com todos os seus contrários. Com toda a dor e o prazer que houver... O Coração Noturno, diz também Sim a Luz... Diz "Bom dia Sol"!

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cantar

[dançar por dançar]
Na música 'cantar' raul narra momentos marcantes de sua trajetória artística, valorizando nela, o canto, a música e a metamorfose.
Se ele cantou só por cantar, se ele tocou só por tocar, nós vamos dançar só por dançar.


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Todo mundo está feliz" aqui na Estação Raul



No mesmo ano em que compôs a música 'Doce, doce, amor' para Jerry Adriani,
Raul Seixas gravou, com 'A sociedade da Gran Ordem Kavernista',
a música de Sérgio Sampaio
'Tudo mundo está feliz'.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Requiém para uma flor na Estação Raul




Réquiem é um canto fúnebre, e aqui Raul Seixas o dirige a uma flor: um pequeno girassol, ou pra quem preferir o Homem. O Pequeno Príncipe se deparou com o geógrafo, que desprezava as flores, valorizando as “enormes montanhas, que não dizem nada”. Os homens que sofrem calados são como as montanhas, incapazes... Raul Seixas não se calou, se entristeceu como o Pequeno Príncipe, fez seu Réquiem ao efêmero fruto do mundo, afinal, o que é efêmero, se pensarmos, mais como as crianças e menos como o Geógrafo, é o mais bonito...

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A casa tomada

O que poderia existir de comum entre o conto de Julio Cortazar, La casa tomada, e a música Paranóia, de Raul Seixas? Não se trata, aqui, de buscar uma intertextualidade inexistente. Não há quaisquer indícios de que Raul tenha lido Cortazar. Todavia, na obra de ambos, existem dois elementos comuns.

O primeiro, em Cortazar, é a casa que opera como metáfora do inconsciente. À medida em que ruídos inexplicáveis a habitam, ela se fecha. Em Paranóia a casa é o próprio corpo do cantor que se fecha à lembrança de recalques, frustrações e medo. Em ambos, o mistério do inconsciente que trava, bloqueia, produz medo e não se explica.

O segundo elemento comum: Julio Cortazar e Raul Seixas são contadores de história. E aí reside o perigo. Em suas vozes, a palavra torna-se mágica. Coloca o ouvinte/leitor diante de um espelho, ora opaco, ora com imagens deformadas. E o ouvinte, que se deixa enredar por esta magia verbal, pode descobrir sua própria força e liberar sua imaginação. E a casa, tanto em Cortazar quanto em Raul, deixa de ser metáfora para transformar-se em realidade viva.


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