sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Há dez mil anos atrás

EU NASCI POR VOLTA DE DEZ MIL ANOS ATRÁS
(Tradicional – Adaptada por Elvis Presley)

Eu vi a filha do velho Faraó trazer Moisés das águas
Eu vou chutar o cara que falar que não

Eu nasci por volta de dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba
Eu salvei a vida do rei Davi e ele me ofereceu uma esposa
Eu falei, agora você está conversando sobre negócios, pegue uma cadeira

Yeah, eu nasci por volta de dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba
Vi Pedro, Paulo e Moisés brincando de passa-anel
Eu vou chutar o cara que falar que não

Eu nasci por volta de dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba
Eu vi a filha do velho Faraó trazer Moisés das águas
Eu vou chutar o cara que falar que não

Eu estava lá quando o velho Noé construiu a arca
E eu rastejei até a janela quando anoiteceu
Eu vi Jonas comer a baleia e dançar com o rabo do leão
E eu atravessei Canaã em um pedaço de madeira

Yeah, eu nasci por volta de dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba
...



















EU NASCI HÁ DEZ MIL ANOS ATRÁS

(Adaptada por Raul Seixas)

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:

Eu nasci há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,

Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho

Eu vi,
Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
E se escondendo atrás da capa

Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
Pro quilombo dos palmares

Eu vi,
Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi o sangue que corria da montanha
Quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha

Eu li,
Eu li os símbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
Eu fiz a cama na varanda

Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não porque...
Eu nasci
Há dez mil anos atrás
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não

Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E praquele que provar que eu tô mentindo
Eu tiro o meu chapéu


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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O coração noturno amanhece na Estação Raul

Um Coração que é Noturno, tem sede da Luz, ama o sol, pois tem nele seu descanso. Mas o Sol é Luz, como Zaratustra, tem na noite seu descanso... Mas todos os corações, diurnos ou noturnos, encontram a perfeição na junção dos opostos, que no fundo, nunca se opuseram, mas compõe uma mesma coisa. É a dimensão do trágico, onde dia e noite se misturam em mágicos instantes que inspiram o amor a terra e a vida, com todos os seus contrários. Com toda a dor e o prazer que houver... O Coração Noturno, diz também Sim a Luz... Diz "Bom dia Sol"!

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cantar

[dançar por dançar]
Na música 'cantar' raul narra momentos marcantes de sua trajetória artística, valorizando nela, o canto, a música e a metamorfose.
Se ele cantou só por cantar, se ele tocou só por tocar, nós vamos dançar só por dançar.


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Todo mundo está feliz" aqui na Estação Raul



No mesmo ano em que compôs a música 'Doce, doce, amor' para Jerry Adriani,
Raul Seixas gravou, com 'A sociedade da Gran Ordem Kavernista',
a música de Sérgio Sampaio
'Tudo mundo está feliz'.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Requiém para uma flor na Estação Raul




Réquiem é um canto fúnebre, e aqui Raul Seixas o dirige a uma flor: um pequeno girassol, ou pra quem preferir o Homem. O Pequeno Príncipe se deparou com o geógrafo, que desprezava as flores, valorizando as “enormes montanhas, que não dizem nada”. Os homens que sofrem calados são como as montanhas, incapazes... Raul Seixas não se calou, se entristeceu como o Pequeno Príncipe, fez seu Réquiem ao efêmero fruto do mundo, afinal, o que é efêmero, se pensarmos, mais como as crianças e menos como o Geógrafo, é o mais bonito...

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